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  12-05-2011 >> Alerta: aumento indiscriminado de novos cursos de medicina preocupa Conselhos Regionais de Medicina

CFM e CRMs manifestam publicamente sua preocupação com a abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina no Brasil


O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) manifestam publicamente sua preocupação com a abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina no Brasil. Em nota à imprensa, as entidades destacam que num período de 10 anos o total de cursos aumentou  em 80% no país. Também apontaram a  falta de critérios, por parte das autoridades responsáveis, como um dos fatores que contribui para a má formação de médicos, colocando em risco a saúde da população. Além disso, o CFM e os CRMs cobram dos gestores públicos a adoção de outras medidas para contornar o problema, como a garantia de mais recursos para o SUS.

As entidades ressaltam que esses estabelecimentos não têm instalações adequadas, possuem ambulatórios e hospitais precários e não oferecem conteúdo pedagógico qualificado aos estudantes. Para os Conselhos de Medicina, “o Ministério da Educação, ao não cobrar a obediência às regras que autorizam o funcionamento das escolas, colabora com a abertura de cursos de forma indiscriminada e com a formação de médicos despreparados para atender a população”.

Confira abaixo a íntegra da nota do CFM e dos CRMs:

Abertura indiscriminada de escolas médicas põe em risco saúde da população

O Conselho Federal de Medicina (CFM), em defesa do bom exercício do trabalho médico e da qualidade da assistência, manifesta seu repúdio à abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina, pelos motivos a seguir:

1) Há 347 mil médicos no Brasil, com a previsão de formar 16 mil novos profissionais a cada ano. Contudo, a concentração de 72% desse contingente no Sul e Sudeste configura grave problema em decorrência da falta de políticas públicas para a interiorização da Medicina e da assistência.

2) A média nacional é de um médico por 578 habitantes. Contudo, em Roraima, o índice é de um médico por 10.306 habitantes. A criação de uma carreira de Estado para o médico é a saída para corrigir estas distorções, com oferta de honorários dignos e perspectivas de progressão funcional.

3) É preciso ir além: o governo deve assegurar mais recursos para o SUS e qualificar a gestão do sistema público, garantindo-lhe infraestrutura adequada ao seu funcionamento.

4) A abertura de novos cursos de Medicina não resolverá o caos do atendimento, ao contrário do que defendem alguns. A duplicação do número de escolas médicas - entre 2000 e 2010 - não solucionou a má distribuição dos médicos, mantendo a desassistência, inclusive nos grandes centros urbanos.

5) Neste período, foram criadas 80 escolas. Boa parte delas não tem condições de funcionamento. Elas não têm instalações adequadas, contam com ambulatórios e hospitais precários (ou inexistentes) e não oferecem conteúdo pedagógico qualificado.

6) O Ministério da Educação, ao não cobrar a obediência às regras que autorizam o funcionamento das escolas, colabora com a abertura de cursos de forma indiscriminada e com a formação de médicos despreparados para atender a população.

Convidamos o Governo, o parlamento e a sociedade para um debate descontaminado de paixões, já que o valor da saúde do povo brasileiro é muito maior do que explicações simplistas.

Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselhos Regionais de Medicina (CRMs)

 
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