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  Déficit de médicos no país?!?

Documento formaliza a posição do Cremesp sobre a formação em Medicina e o número de médicos no Brasil

Considerando os atuais processos de abertura de cursos de Medicina no Estado de São Paulo, nos municípios de Franca (Universidade de Franca -Unifran),  Barretos (Hospital de Câncer de Barretos – Fundação Pio XII), Campinas (Santa Casa de Campinas) e Piracicaba ( Universidade Metodista de Piracicaba - Unimep), dentre mais de 30 pedidos de novas escolas médicas em andamento no país:

- O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) reitera posição contrária à abertura de novos cursos e favorável à avaliação externa dos egressos das escolas médicas já existentes.

- Nenhuma escola deve ser aberta ou pode funcionar sem docentes preparados, experientes e titulados; sem estrutura hospitalar, ambulatorial e de pronto-atendimento para o ensino da prática médica; e sem a previsão de vagas, em quantidade e qualidade, de Residência Médica para seus egressos.

- O Cremesp discorda da afirmação do governo federal de que o Brasil tem déficit de médicos e, portanto, precisa abrir mais escolas para formar novos profissionais. Já existem 180 cursos de Medicina no país, que formam por ano aproximadamente 16 mil médicos.

- A existência de determinados postos de trabalho não ocupados e a escassez de médicos em certas especialidades e nas regiões remotas e periféricas de grandes cidades não significa que o número de médicos é insuficiente.

- A carência de médicos é localizada e tem relação com múltiplos fatores: desigualdades regionais, vínculos precários de emprego, baixos salários, más condições de trabalho e falta de segurança.

- São ineficazes e perigosas as propostas de abertura de mais cursos de Medicina, de serviço civil voluntário para médicos recém-formados e de revalidação automática de diplomas estrangeiros. Tais medidas não representam soluções definitivas para a adequada assistência médica no SUS e irão expor a riscos parte da população que mais tem necessidades de saúde.

- O Brasil precisa assegurar bons médicos em todos os serviços de saúde e em todo o território nacional. Não há outro caminho, senão  exigir e comprovar a qualidade do ensino, garantir  condições dignas de trabalho e remuneração compatíveis com a formação e a responsabilidade profissional, além de criar a Carreira de Estado para os médicos do SUS, especialmente na atenção básica e nos locais de difícil acesso.


Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, 5 de julho de 2011.

 
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