Home   Fale Conosco
Carta Aberta
Legislação
Notícias
Dossiê
Comentário Externo
  A concentração de médicos no Estado

Com um médico para 410 habitantes, taxa cresceu 33% em dez anos, revela levantamento do Cremesp realizado em março de 2010.


O Estado de São Paulo teve um crescimento do número de médicos de forma mais acelerada que muitos países. Segundo estudo da Organisation For Economic Cooperation
and Development (OECD), de 2007, o número absoluto de médicos em 30 países analisados havia crescido 35% nos 15 anos anteriores. Em São Paulo o crescimento
foi de 48% em 10 anos.

O aumento do número de médicos e da concentração de médicos por habitantes no Estado de São Paulo está ligado à abertura desenfreada de novos cursos de Medicina no estado e no país. Como cerca de 38% dos médicos de São Paulo formaram-se fora do estado, os cursos abertos em outros estados também têm reflexo no aumento de médicos.

Na última década, de 2000 a 2009, São Paulo registrou mais de 32.000 novos médicos. Neste período foram abertos no país 78 novos cursos de Medicina, 58 deles privados. Neste universo de 78 cursos (7 deles abertos no Estado de São Paulo), apenas 31 já formaram novas turmas, revelando que o contingente de médicos continuará em franca expansão.

O Brasil já conta com 181 escolas médicas em atividade. Abertas há mais de seis anos (tempo de duração do curso de medicina), 134 delas formaram cerca de 13.000 novos médicos em 2009. Outras 47 escolas, já em funcionamento, terão suas primeiras turmas formadas nos próximos anos.

A maior quantidade de médicos não proporciona, por si só, melhor acesso à saúde para a população, argumento comumente utilizado pelos defensores da abertura de novas escolas médicas e do aumento das vagas nas que já estão em funcionamento.

O Cremesp é contrário à abertura de novas escolas e defende como prioridade a distribuição dos médicos já existentes de forma mais equitativa, juntamente com a reforma do ensino médico e a qualificação dos profissionais de acordo com as necessidades de saúde da população. Desde 2005, o Cremesp realiza exame dirigido aos estudantes de sexto ano dos cursos de medicina de São Paulo, iniciativa que tem demonstrado a deterioração progressiva do ensino médico. No último exame do Cremesp, que não é obrigatório, 56% dos participantes foram reprovados.

O Cremesp defende a aprovação, pelo Congresso Nacional, de Lei que estabeleça a obrigatoriedade, em todo o país, do exame dos egressos de cursos de Medicina. Somente uma Lei Federal é capaz de instituir um exame obrigatório, condicionando seu resultado à obtenção do registro profissional do médico nos Conselhos Regionais
de Medicina.

ACESSE A ÍNTEGRA DA PESQUISA

 
  > Mobilização
> Abertura
> O objetivo da campanha
> DF tem dois programas de RM descredenciados
> Escolas de Medicina no Brasil: Relatório de um Cenário Sombrio
> Exame do Cremesp 2006: 2ª fase
> Exame do Cremesp 2007
> Pesquisa Datafolha/2007 revela:
> Exame do Cremesp 2007: resultados têm repercussão na mídia, escrita e eletrônica
> Exame do Cremesp 2010
> Exame Cremesp 2011: inscrições encerradas
> Concentração de médicos
> Educação discute validação de diplomas de Cuba
> Os hospitais de ensino
> Fórum A Formação Médica e seus Problemas
> Exame 2007: edição deste ano foi concluída com aplicação da prova prática aos recém-formados
> Exame do Cremesp 2007: resultados preocupam
> Mais rigor na abertura de escolas médicas
> Ensino médico
> Residência Médica
> Déficit de médicos no país?!?
> Faculdades privadas têm mais vagas
> Exame do Cremesp tem repercussão positiva
> Ensino médico: moeda de troca e fonte de lucro
> Medicina & Trabalho
> Moção de Apoio ao PL 65-A
> A concentração de médicos no Estado
> Perfil do médico paulista
> Três novos cursos de Medicina
> Mais nove cursos esperam abertura
> Exame do Cremesp
> Não há vagas de Residência Médica
> Exame Experimental 2006: 2ª etapa acontece em 05/11
> Infrações éticas aumentam a cada ano
© 2004 proteja-se.com.br- Todos os direitos reservados [ Webmaster ] [ Política de Privacidade ] [ Créditos ]