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  Exame do Cremesp 2006: 2ª fase

Sextanistas de Medicina habilitados na 1ª fase se reuniram, em 05/11, para realizar a prova prática

Um aparato de informática formado por 115 computadores, programas sofisticados e estações multimídia foi utilizado na realização da segunda fase do Exame do Cremesp, em 5 de novembro, no campus das Faculdades Integradas Cantareira, no bairro do Belém, na capital paulista.

Dos 710 alunos do sexto ano de Medicina do Estado de São Paulo que fizeram a primeira fase, 427 se habilitaram e 265 realizaram a prova prática. O exame experimental, opcional e gratuito, não é considerado pré-requisito para a habilitação do médico ao exercício profissional da Medicina. Os aprovados receberão um certificado, que poderá ser útil no currículo pessoal e no mercado de trabalho.

Os alunos foram divididos em quatro turmas que tiveram, respectivamente, 45 minutos para responder a 40 questões com imagens que simulavam um atendimento real nas áreas de Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Clínica Médica e Bioética.

Se o aluno acertasse a questão na primeira tentativa, receberia a pontuação máxima por ela; se na segunda tentativa, receberia 50%; na terceira, 25%; e na quarta não pontuaria. As provas de cada aluno foram acompanhadas on-line pela equipe de coordenação, inclusive em relação a qual tentativa correspondia o acerto da questão. O tempo gasto para cada uma das respostas também foi calculado, entre outras informações que darão origem a uma planilha. O objetivo é subsidiar a análise do grau de dificuldade ou facilidade da prova, principais falhas e acertos, entre outros itens, para aperfeiçoar o Exame do próximo ano.

A primeira etapa do exame foi realizada no dia 22 de outubro, com 120 questões cognitivas que priorizaram áreas mais comuns da medicina: Pediatria, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Saúde Pública, Saúde Mental, Bioética e Ciências Básicas. A prova teórica foi realizada em 14 cidades do Estado e a prova prática apenas na Capital.
  
Este é o segundo ano de realização do exame. Em 2005, a avaliação constatou deficiências, por exemplo, nos diagnósticos e condutas em emergência, como nos casos de infarto e traumas. Também foi muito baixo (17%) o índice de acertos referente ao adequado preenchimento do atestado de óbito. E muitos dos participantes não acertaram questões relacionadas a atendimento ao parto.
 
Participação

Antes de entrar na sala para fazer a prova prática, cada turma de alunos – reunida em um auditório – ouvia uma preleção a respeito do exame, além das boas vindas e agradecimentos do coordenador da Comissão do Exame do Cremesp, conselheiro Bráulio Luna Filho. “Pretendemos melhorar a formação dos médicos, pois o Conselho não pode interferir nas decisões internas das faculdades, mas é responsável pelo exercício ético da Medicina; a participação de vocês é fundamental, pois com os resultados do exame vamos dialogar com as várias escolas”, afirmou Bráulio aos participantes. Esclareceu que “não haverá pressão nenhuma em relação aos resultados e que todos receberão seus diplomas normalmente; mas, as faculdades que não forem bem no Exame precisarão melhorar a qualidade de sua graduação”.

O exame contou com a supervisão de dois observadores, um do Conselho Regional de Medicina do Pará e outro do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo.

Escolas

As provas do 2º Exame do Cremesp contaram com a colaboração de professores indicados pelas próprias faculdades de Medicina. Em média, 18 escolas médicas do Estado de São Paulo participaram do processo da elaboração do Exame deste ano, comparecendo a várias reuniões com a Comissão do Cremesp.

Datafolha

Segundo pesquisa feita pelo Datafolha, a maioria dos médicos (83%), formadores de opinião (93%) e população (92%) considera a realização do exame um fato muito importante. Entre os estudantes, metade atribui importância (52%) ao exame, enquanto a outra metade respondeu “mais ou menos” (17%) e “sem importância” (31%). A maioria (62%) é contrária à obrigatoriedade da avaliação.

 
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