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5. Grade curricular

A adequação da grade curricular às necessidades de saúde da comunidade local é um dos pontos que definem uma boa escola. De acordo com o reitor, a coordenadora de curso de Medicina e o pró-reitor de graduação da Universidade Federal de São Paulo, drs. Ulysses Fagundes Neto, Rosana Fiorini Puccini e Edmund Chada Baracat, as tendências mais recentes dão como fundamentais os seguintes pontos:

• Grade estabelecida a partir da definição de conteúdos e não em disciplinas acadêmicas (as atividades teóricas e práticas devem ser interdepartamentais, interdisciplinares, evitando-se repetição desnecessária)
• Atividades que favoreçam a integração ciclo básico – ciclo profissional; os conteúdos devem considerar a situação epidemiológica loco-regional, sendo fundamental a integração universidade/serviços de saúde
• Inserção precoce do aluno (desde a 1ª série) em atividades com paciente e com a comunidade; metodologias pedagógicas que favoreçam o papel ativo do aluno (professor como mediador e não transmissor de conhecimento)
• Atuação prática em todos os níveis de atenção à saúde e desenvolvimento de ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação
• Incentivo ao desenvolvimento de atividades complementares (iniciação científica, monitorias e disciplinas eletivas na própria instituição ou em outras instituições)

Hoje, existe também uma concordância entre os especialistas de que o Ministério da Educação deveria tornar obrigatória a divulgação dos currículos das faculdades de Medicina, para uma melhor avaliação social. Um processo de avaliação permanente, com a participação da direção da escola, dos docentes e alunos, também contribuiria para a manutenção do nível de ensino e identificação de pontos deficientes.

O diretor e a coordenadora do núcleo pedagógico da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, drs. Ernani Geraldo Rolim e Lígia Andrade da Silva Telles Mathias registram mais alguns fatores importantes que devem ser considerados na avaliação do currículo:

• Oferecer a oportunidade de um conhecimento amplo nos diversos campos da Medicina, incluindo ciências básicas, medicina preventiva, urgência e emergência, saúde pública, pediatria, clínica médica, clínica cirúrgica, obstetrícia e ginecologia, psicologia médica e ortopedia
• Treinamento com internato (prático hospitalar/ambulatorial/urgência/atenção primária à saúde), com duração mínima de dois anos
• Equilíbrio entre as atividades de ensino: aulas expositivas/seminários/estudo dirigido/aulas práticas, entre outras
• Período eletivo de oito semanas ao final do 6º período

 
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