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8. O que pensam as entidades médicas

“O futuro médico não pode ser vítima de empresários que enxergam o ensino da Medicina como fonte de lucro e não como um sagrado direito do cidadão. O Conselho Regional de Medicina defende a proibição da abertura de novos cursos por longo período e o redirecionamento das prioridades no setor. Em vez de quantidade, deve-se investir em qualidade, tornando a residência universal, capacitando os já formados e fiscalizando as escolas em funcionamento”.
Clóvis Francisco Constantino, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
 
“Formar um médico sem preparo adequado para servir à sociedade é um crime contra os cidadãos. É fundamental que as autoridades responsáveis interrompam esse processo de proliferação indiscriminada de escolas de Medicina e criem parâmetros que impeçam a continuidade da exploração irresponsável do setor. Em primeiro lugar, é necessário lembrar que o médico lida com vidas humanas e, nesse caso, qualquer erro pode ser fatal. Além disso, não podemos esquecer que todos somos pacientes”.
José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Paulista de Medicina

"A abertura irresponsável de faculdades de Medicina é nociva a toda a sociedade. Os alunos pagam mensalidades altíssimas e recebem em troca uma formação inadequada. Isso se reflete no campo de trabalho, no atendimento. Afinal, um profissional com formação insuficiente não tem as condições necessárias para prestar uma assistência adequada à comunidade. É fundamental que as autoridades acabem com esse descalabro. O vestibulando, por sua vez, deve ficar atento na hora de escolher uma escola, pois é seu futuro que estará em jogo."
Edson de Oliveira Andrade, presidente do Conselho Federal de Medicina

“Empresários da educação mais preocupados com o lucro fácil proporcionado pelas faculdades de Medicina do que com a saúde não podem continuar agindo impunemente à revelia da lei. Estas faculdades devem ser imediatamente fechadas sob pena de imensos prejuízos aos brasileiros, à saúde pública e aos sonhos daqueles que querem exercer a Medicina em prol da comunidade.”
Eleuses Vieira de Paiva, presidente da Associação Médica Brasileira

“Cursar Medicina numa faculdade sem condições adequadas de ensino é um risco que o estudante não pode correr sob hipótese alguma. Esse caminho torto, além de privá-lo da oportunidade de assistir ao próximo com competência, pode levá-lo a cometer erros irreparáveis, de conseqüências trágicas. As autoridades brasileiras devem tratar essa questão com seriedade, mantendo em funcionamento apenas as escolas que realmente estão aptas a dar uma boa formação profissional”.
Guido Palomba, presidente da Academia de Medicina de São Paulo

“O MEC deveria preocupar-se em abrir mais vagas para a residência médica e, assim, formar melhor aqueles que deixam as faculdades, e ainda todos deveriam fazer um ano de residência em clínica geral, e, posteriormente, escolher a especialização que quiser. Os vestibulandos de Medicina devem checar antes de se inscreverem para tentar uma vaga se a faculdade pretendida tem um bom conceito, se as cadeiras básicas são ministradas em condições satisfatórias, se os professores têm títulos e se ministram aulas ou se apenas emprestam seus nomes para abertura da escola.”
Marcelo Miguel Alvarez Quinto, presidente da Federação dos Médicos do Estado de São Paulo

"A abertura indiscriminada de cursos médicos é uma situação delicada, pois há escolas sendo abertas sem critérios técnicos e sem uma avaliação social, que verifiquem se há realmente necessidade dessas escolas. Boa parte dessas faculdades não tem sequer um hospital para ajudar na formação dos médicos e isso compromete o serviço que será prestado à população, bem como a atuação do médico no mercado de trabalho. Essa abertura de escolas sem critérios obedece a uma perspectiva mercantilista de seus donos. Não há preocupação com a qualidade do ensino, nem mesmo com a população. Por isso, acredito que as entidades médicas devem trabalhar sob as perspectivas de condicionar a abertura de novos cursos à necessidade social daquela comunidade. Além disso, os cursos devem passar pelo crivo dos conselhos nacionais e estaduais de saúde."
José Erivalder Guimarães de Oliveira, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo

 
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